Ex-presidente da Fecomércio contratou Wassef para monitorar ex-mulher

Cerimônia de posse do ministro das Comunicações, Fábio Farias, no Palácio do Planalto com a presença de ministros e convidados, entre eles Paulo Guedes, Luis Eduardo Ramos, Braga Neto, Augusto Heleno, Dia Toffoli (STF), João Noronha (STJ) Sérgio Lima/Poder360 17.06.2020
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O advogado Frederick Wassef teria sido contratado e pago com dinheiro desviado do Sistema S para monitorar Daniele Paraíso, funcionária do Senac e ex-mulher do então presidente da Fecomércio (Federação do Comércio do Rio de Janeiro), Orlando Diniz. Os 2 foram denunciados pela força-tarefa da Lava Jato nessa 6ª feira (25.set.2020) por peculato e lavagem de dinheiro. Eis a íntegra da denúncia (8MB).

Os pagamentos foram feitos a partir de 1 escritório de advocacia intermediário, para não chamar a atenção. Oficialmente, o local foi contratado para prestar assessoria jurídica em sindicâncias administrativas para apurar vazamentos de informações. No entanto, a Lava

Segundo a documentos da operação, “a real intenção de Orlando Diniz ao firmar contratos com a empresa Corseque e com o escritório de Luiza Eluf era criminalizar condutas pessoais de Daniele Paraíso, algumas das quais sequer relacionadas a sua condição de funcionária do Sistema S (como, por exemplo, as relativas a guarda da filha comum do casal)”.

Para tanto, ele também contratou Frederick Wassef para defendê-lo – frise-se, defender Orlando – em processos criminais que desejava instaurar contra sua ex-esposa e demais funcionários que o colaborador ‘imaginava estar conspirando contra ele’”, lê-se na denúncia.

DENÚNCIA

A força-tarefa da Lava Jato no Rio denunciou, além de Wassef e Orlando Diniz, mais 3 pessoas por peculato e lavagem de dinheiro. Wassef já representou o presidente Jair Bolsonaro e 1 de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Os outros denunciados são: o empresário Marcelo Cazzo; e as advogadas Macia Carina Castelo Branco Zampiron e Luiza Nagib Eluf.

De acordo com a denúncia (íntegra – 8MB), feita no âmbito da operação E$quema S, de dezembro de 2016 a maio de 2017, foram desviados R$ 4,6 milhões das seções fluminenses do Sesc (Serviço Social do Comércio), do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e da Fecomércio, a partir de contratações com escopo contratual falso.

  Poder360