Filiação de Bolsonaro ao PL será oficializada no dia 30, diz PL; Marcelo Ramos deve deixar a legenda

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O presidente Jair Bolsonaro decidiu se filiar ao Partido Liberal. O ato foi marcado para o dia 30 de novembro. A decisão de Bolsonaro foi sacramentada numa reunião com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na tarde da terça-feira (23). A oficialização do ingresso de Bolsonaro ao PL será realizada em reunião na sede do partido, em Brasília, às 10h30.

A data inicial de filiação do presidente projetada pelo PL era segunda-feira (22). Porém, a falta de acordos para candidaturas a governos estaduais, bem como para direções partidárias em estados do Nordeste, levou a uma suspensão do evento partidário.

Bolsonaro está sem partido desde novembro de 2019. Deixou o PSL, pelo qual foi eleito, depois de perder a disputa com o deputado Luciano Bivar (PSL-PE) pelo controle do partido.

O presidente tentou emplacar a criação de um novo partido, Aliança pelo Brasil, mas o partido ainda não reuniu as assinaturas necessárias para ser homologado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Bolsonaro também negociou, sem sucesso, com outras legendas, entre elas PMB, Patriota, PRTB, PTB e PP.

 

Marcelo Ramos

A confirmação da filiação de Bolsonaro no PL, deixa a situação do deputado federal Marcelo Ramos no partido não muito confortável.

Se tiver que sair do PL, Marcelo Ramos poderá ir parar no PSB, de do deputado estadual Serafim Corrêa e o PSD, do senador Omar Aziz. Mas ele garante ter ainda outras alternativas.

De acordo com Marcelo Ramos, a decisão de não subir no mesmo palanque que o presidente Jair Bolsonaro já está tomada.

“Tem uma decisão que eu já tomei há um tempo e que vou reafirmar, porque ela é imutável, ela é inegociável: eu não estarei no palanque do presidente Bolsonaro”, disse Marcelo.

Marcelo Ramos já se declarou como opositor político de Jair Bolsonaro. Em outras oportunidades, o vice-presidente da Câmara se manifestou contra os atos antidemocráticos promovidos por Bolsonaro e afirmou que a abertura de um processo de impeachment seria “inevitável”.