Marqueteiro João Santana defende honestidade de Lula e Dilma no Roda Viva depois de denunciá-los na Lava Jato há três anos

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O marqueteiro João Santana defendeu a honestidade de Lula e Dilma em entrevista ao programa Roda Viva na noite desta nesta segunda-feira (26), três anos depois de tê-los acusado em delação premiada na Lava Jato (veja a íntegra da delação aqui). No programa, ele insinuou que foi forçado a fazer a delação premiada pela força tarefa comandada por Sergio Moro e Deltan Dallagnol, qualificando a experiência de uma “descida ao inferno” e dizendo que fez a escolha pela denúncia para defender sua mulher, Mônica Moura, e sua família (veja aqui).

“Não via desonestidade no sentido do uso pessoal. Era um uso de fundo eleitoral. É uma discussão complicadíssima. Mas em nenhum momento, eu falei de Lula e Dilma como pessoas que fossem desonestas”, destacou.

Ele afirmou que o caixa 2 sempre foi “a alma do sistema eleitoral brasileiro”. Segundo Santana, “o caixa dois é uma coisa que domina. O caixa dois foi sempre a alma do sistema eleitoral brasileiro. E era uma coisa geral. E poucos foram punidos”. Na entrevista, a primeira concedida desde que fechou um acordo de delação premiada com a Lava Jato, Santana também disse avaliar que Ciro Gomes pode se tornar um candidato “extremamente viável” na eleição presidencial de 2022 desde que as esquerdas se unam para apoiá-lo. “Lula seria o melhor perfil de vice-presidente possível. Ele como vice de Ciro seria uma chapa imbatível”, afirmou.