Trump luta no Senado para aprovar Mike Pompeo na Secretaria de Estado

O governo do presidente Donald Trump luta pela confirmação, pelo Senado dos Estados Unidos, na próxima semana, do atual diretor da CIA, Mike Pompeo, 57 anos, como novo secretário de Estado, na vaga deixada por Rex Tillerson. Pelo menos a metade dos 49 senadores democratas e independentes já anunciaram oposição à nomeação. O Senado americano é formado por 100 parlamentares.

Entre republicanos o governo precisa garantir que os 51 membros votem a favor da nomeação, mas pelo menos dois senadores do partido de Trump mostraram oposição ao nome. Além disso, dois dos 51 republicanos, podem não comparecer nos próximos dias por questões médicas.

Alguns senadores republicanos já expressaram oposição ou indecisão sobre Pompeo. Isso faz com que o governo precise sair em busca de votos na minoria democrata. Entre os republicanos, o senador Rand Paul, do Kentucky, já disse não ser favorável à escolha. Além dele, Jeff Flake, do Arizona, afirmou em entrevistas divulgadas na imprensa que não está “convencido” sobre Pompeo.

Esforços

Por conta da oposição interna, o próprio Trump tem se esforçado para manter a maioria coesa, enquanto seus interlocutores buscam votos democratas. Nessa quarta-feira (18), Rand Paul disse que Trump lhe telefonou para sugerir um encontro entre ele e Pompeo.

O presidente, por sua vez, afirmou estar confiante, porque “Rand Paul nunca o decepcionou”.  Os senadores republicanos que podem não estar presentes na votação por questões médicas são o ex-candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, que enfrenta um tratamento contra o câncer; e o próprio Jeff Flake, que é do Comitê de Relações Exteriores. Mesmo se comparecer, ele já havia dito que está indeciso e que aguarda respostas das perguntas que enviou a Mike Pompeo.

Assim, ainda que todos os senadores republicanos compareçam na votação em plenário, a confirmação de Pompeo precisaria ser trabalhada. A composição atual – com todos os senadores em exercício – é de 51 senadores republicanos, 47 democratas e dois independentes, que em vários temas acompanham a minoria democrata.

A mídia norte-americana que cobre o Congresso apura que interlocutores da Casa Branca têm buscado se aproximar de democratas acessíveis para tentar conseguir ao menos um voto na minoria.
O discurso adotado é de que os EUA não podem ficar sem um secretário de Estado, em um momento em que o país se prepara para o encontro com o líder da Coreia do Norte e ainda com os conflitos em andamento com a Rússia e Síria e dos embates comerciais com a China.

A corrida de Trump para confirmar o nome de Pompeo é considerada por analistas como válida. O diretor da CIA é um grande conhecedor da Coreia do Norte, trunfo imprescindível para o governo na atual conjuntura.

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