Vídeo – Aglomeração no salão da Samel contradiz discurso de Ricardo Nicolau com a vida

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Desde que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou a propaganda dos partidos políticos no rádio e na televisão, no dia 9 deste mês, o candidato a prefeito, Ricardo Nicolau, em todas as inserções, o que mais tem feito, além de, subliminarmente, promover os negócios da família, é esbravejar, fazer grande alarido por conta da pandemia do covid-19 que colocou o Amazonas no topo dos estados brasileiros mais afetado pela doença.

Ricardo Nicolau chega a gritar e, revoltado, promete mudar o quadro da saúde se eleito prefeito de Manaus.

A revolta esboçada na propaganda eleitoral pelo candidato é justa, apesar do escarcéu desnecessário, próprio do embate político. Mesmo assim, é legitima.

Mas, por causa de uma situação fortuita, pontual, isolada, como a que foi registrada neste sábado, 17, na Samel (ver vídeo), todo discurso de Ricardo Nicolau pode ir por água abaixo.

No programa eleitoral do TSE, pago com recursos públicos, Ricardo Nicolau defende, com incontida intransigência, a vida, o que se pressupõe, em tempos de pandemia, o uso de máscaras, limpeza das mãos, isolamento social e nada de aglomeração.

Hoje, entretanto, no salão de atendimento da Samel, pode-se observar que tais cuidados deixam a desejar.

A distância mínima de 1 metro que, convenhamos, protege minimamente as pessoas, não existia na Samel, que é de propriedade da família do candidato.

Culpa do Ricardo Nicolau? Talvez sim, talvez não. Até que se encontrem os responsável, o certo é que o discurso do candidato, com exacerbados elogios à empresa da família, não condiz com a realidade deste sábado, 17.

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