Mortes ocorridas em Manaus por falta de oxigênio são comparadas a rebelião do Compaj, diz El País

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Com o título “400 reais para respirar mais quatro horas em Manaus”, o El País relata na edição desta segunda-feira, 25, o drama vivido em Manaus por milhares de famílias no Amazonas que, na iminência de inesperada perda, submete-se a toda sorte de constrangimentos.

Entre os relatos do site, está o de um uma que corre com um cilindro de oxigênio nos braços como se fosse o próprio filho.

” É oxigênio. É para minha mãe”, responde Afra Benedito, de 46 anos, ao ser indagada pela reportagem.

A mãe de Afra é uma idosa de 71 anos que, depois de perder o marido para o coronavírus, agora, luta para sobreviver num momento em que o cornonavírus voltou mais forte.

Segundo a reportagem, promotoria estadual investiga mais de 50 mortes oorridas “terríveis” circunstâncias que vão desde a falta de leitos de UTI ao esgotamento de oxigênio nos hospitais da rede pública.

“Uns morrem por falta de oxigênio, outros porque estão muito graves e pioram rapidamente. Precisamos reduzir o oxigênio de todos porque quase 90% dos internados necessitam”, relata um dos enfermeiros do Pronto-Socorro 28 de Agosto para o El País.

Ainda conforme relatou a reportagem, 213 moradores foram enterrados em Manaus, no dia seguinte à noite sem oxigênio. Tantas mortes de um só vez foram foram comparadas à rebelião carcerária ocorrido no complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), que resultou em 57 mortes.

De acordo com o El País, a rede sanitária do Amazonas é a de pior financiamento do Brasil, mas foi o primeiro Estado a reabrir as escolas, os leitos extras para covid-19 foram desmontados e os alertas da White Martins, a única empresa que fornece oxigênio aos hospitais, de que a demanda aumentava muito acima de sua capacidade de produção, não foram ouvidos.

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